Tava navegando pela internet, a toa, easy rider, pra lá e pra lá. Clicando sem pensar nos links. Vendo uns vídeos, umas fotos... passeando afinal. Um passeio meio sem destino, uma promenade.
Aí me deparei com esse vídeo do Jorge Aragão. A melodia é muito boa, a letra me despertou um pensamento interessante:
Reconhecer suas fraquezas é uma demonstração de força?
Essa atitude é até meio cool. Causa espanto, a princípio, mas reforça a empatia logo em seguida. Parece mais interessante a pessoa que reconhece a própria fraqueza. Desde que não a use como muleta.
E... assim, quase instantaneamente, no gerúndio desse post, quem me salta na mente?
Fernando Pessoa, ou Álvaro de Campos, no poema em linha reta
Esse não é o cara que "desvia da possibilidade do soco", mas o cara que aceita que "desvia da possibilidade do soco". E, ao assumir uma fraqueza universal, torna-se forte, pois essa atitude passa a parecer tão humilhante aos demais que preferem apenas guardar dentro de si.
aliás,
- outra coisa que gosto no francês, é a diferença entre "rappeler" e "souvenir". Ninguém nunca me ensinou formalmente assim, mas fiquei com a forte impressão que "rappeler" é uma lembrança mais racional, enquanto "souvenir" é uma lembrança mais emocional. Talvez por isso nunca lembre de datas ou frases ou outros detalhes das pessoas de quem eu gosto. Je ne me rappelle pas, mais je me souviens bien...
- isso já me abriu um link para aquela expressão no inglês "for good". Ela me parece se referir ao acontecimento mais irreversível que há. Eu diria mesmo um acontecimento definitivo. E essa expressão reforçou minha convicção insana de que tudo o que acontece, acontece para o bem - for good. E que a própria definição de bem, é o que permanece. Ruim é aquilo que simplesmente sumiu - já não faz parte nem do passado.
aliás,
- quem disse que o passado é imutável? Meu passado se reescreve a cada instante.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
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